A proporção áurea: o “número de Deus” da natureza

Se você não se dá muito bem com matemática, ler o título dessa matéria deve ter lhe dado calafrios. Você conhece a Proporção Áurea? Bom, tudo começou com Leonardo Fibonacci, que foi o primeiro a entender que numa seção de números, definindo os dois primeiros da sequência como 0 e 1, os números obtidos por meio da soma dos seus dois antecessores, portanto, os números são: 0,1,1,2,3,5,8,13,21,34,55,89,144,233,377… Nessa sequência, ao se dividir qualquer número pelo anterior, extrai-se a razão que é uma constante transcendental conhecido como ‘número de ouro’.

No ano de 1200, Leonardo Fibonacci descobriu as propriedades únicas da sequência de Fibonacci. Esta sequência se encaixa diretamente no número de ouro, porque se você tomar dois números sucessivos de Fibonacci, sua relação é muito próxima da relação ouro. À medida que os números aumentam, a proporção torna-se ainda mais próxima de 1,618. Por exemplo, a proporção de 3 a 5 é 1.666. Mas a proporção de 13 para 21 é de 1.625. Ainda mais alto, a proporção de 144 para 233 é de 1,618. Esses números são todos números sucessivos na seqüência de Fibonacci.

Essa numeração pode ser aplicada a proporções de um retângulo, chamado retângulo dourado. Isso é conhecido como uma das mais visivelmente satisfatória de todas as formas geométricas. O retângulo dourado também está relacionado à espiral dourada, que é criada fazendo quadrados adjacentes de dimensões Fibonacci.

Divina proporção

Pitágoras tinha certeza que a natureza também era lógica, assim como a matemática, e conseguiu achar uma sequência lógica que abrange infinidades de elementos na natureza:

Na natureza, a razão áurea parece orientar a posição das pétalas e sementes nas margaridas e girassóis, e a curvatura da concha do Naútilus. A divina proporção também foi encontrada na sequência de Fibonacci.

Nas artes, retângulos áureos serviram de moldura para inúmeras obras, assim como para Leonardo da Vinci e Albrecht Dührer. Para além da harmonia, a razão áurea era um ideal de perfeição. Segundo o modelo do homem perfeito, impresso no Homem Vitruviano, de Da Vinci, as dimensões obedecem a divina proporção; o umbigo divide a altura do corpo humano em dois segmentos que estão na razão áurea. O ombro divide a distância entre as extremidades dos dedos em dois segmentos que estão na mesma razão áurea.

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