7 lugares do espaço que desafiam as leis da física

O Universo é tudo o que existe fisicamente, a soma do espaço e do tempo e as mais variadas formas de matéria, como planetas, estrelas, galáxias e os componentes do espaço intergaláctico. Além de estar cheio dessas coisas e possivelmente pode ter a presença de extraterrestres, o Universo também tem coisas que desafiam as leis da física.

De ondas plasmas que dançam à pequenas estrelas que envergonham o Sol. Sim, muita coisa do Universo é completamente inexplicável, como os itens que nós vamos mostrar para vocês nessa matéria. Então, confiram agora a nossa lista com os 7 lugares no espaço que desafiam as leis da física:

Ondas em Ganimedes

O espaço pode até parecer um grande vazio, mas a verdade é que existem partículas carregadas circulando por ele. Em algumas condições, elas podem “dançar” ou se mover em ondas rítmicas. Isso acontece, por exemplo, ao redor de Ganimedes, enquanto as partículas são chicoteadas pela magnetosfera de Júpiter, que é 20 mil vezes mais potente que a da Terra.

O próprio campo magnético de Ganimedes faz a amplificação, gerando uma região intensa de ondas de coro ou ondas de plasma de baixa frequência.

Tais ondas de plasma criam fenômenos como auroras, elétrons destrutivos “assassinos” e sons de assobio. O mais impressionante é que o apito eletromagnético de Ganimedes (a intensidade da onda do coro), é um milhão de vezes maior do que qualquer coisa na vizinhança solar, inclusive maior que o Júpiter.

O asteroide 3200 Phaethon

O asteroide 3200 Phaethon recentemente provou ser ainda mais estranho do que os astrônomos esperavam. Phaethon é um híbrido de asteroide-cometa anômalo com uma órbita excêntrica semelhante a um cometa que a leva da porta do Sol para além de Marte.

Ele é um pouco mais leve que o carvão e é azul porque tem sido “cozido” a 815 graus Celsius. Esse “cozimento” transforma o asteroide de 5 quilômetros de largura em um local que transforma metal em uma espécie de gosma. Além disso, o Phaethon potencialmente gerou a chuva anual de meteoros Geminídeos que nos impressionam todo mês de dezembro.

Anã marrom

As anãs marrons são estrelas de baixa luminosidade que não consegue iniciar a fusão do hidrogênio em seu núcleo. Resumindo, são estrelas fracassadas. Elas são muito frias, como a WISE 0855, o objeto mais frio conhecido fora do Sistema Solar. Localizada a 7,2 anos-luz de distância, é -23 graus Celsius e cinco vezes mais massivo que Júpiter .

Essa anã marrom é tão fria que está no limiar de visibilidade dos maiores telescópios infravermelhos da Terra. Ela foi descoberta em 2014 e se tornou a “coisa mais fraca” já descoberta. Embora essa anã marrom possa se parecer com Júpiter, a análise espectral revelou um mundo úmido e nublado, repleto de “vapor de água e nuvens”.

Uma estrela-bebê cercada por um anel protoplanetário de poeira e gás

A maior parte do espaço parece não ter condições de vida, mas em 2015, os astrônomos encontraram a primeira evidência de “blocos de construção” em torno de uma estrela-bebê chamada MWC 480. Localizado em Taurus, uma vasta região de nascimento de estrelas a 455 anos-luz de distância, o MWC 480 é tão jovem que ainda está em seu “colo”, cercado por um anel protoplanetário de poeira e gás.

Sendo maior que o nosso Sol, brilhando dez vezes mais que o dobro de sua massa, seu ambiente é rico em compostos orgânicos como o cianeto de metila. Com esses elementos complexos presentes nas nuvens interestelares, isso prova que essas substâncias podem sobreviver à formação de um Sistema Solar e que provavelmente envolvem outras estrelas.

Formação de estrelas na galáxia COSMOS-AzTEC-1

O COSMOS-AzTEC-1 é uma pista para entender como funcionam os gases das galáxias que têm uma forte produção estelar. Essa é uma galáxia estelar muito grande no limite do universo, a 2,4 bilhões de anos-luz de distância da Terra. Essa galáxia tem uma enorme taxa de formação de estrelas, cerca de mil vezes maior que a Via Láctea.

Nas galáxias de nascimento, o gás colapsa para dentro devido à gravidade, causando o nascimento de estrelas. Então as estrelas morrem, e as supernovas resultantes criam pressão externa, alcançando um equilíbrio entre colapso e expansão.

Mas o COSMOS-AzTEC-1 é desequilibrado e instável. A gravidade esmaga o gás e causa um efeito de formação de estrelas incontrolável em duas enormes nuvens de detritos, localizadas longe do centro, onde geralmente acontece o nascimento de estrelas.

Tempestades em Júpiter

A sonda Juno está atualmente orbitando o planeta Júpiter. Essa sonda manda várias imagens do planeta, inclusive de tempestades quase inexplicáveis. No Polo Norte, os olhos infravermelhos de Juno observavam um ciclone central do tamanho da Terra, cercado por oito tempestades menores, variando em tamanho de 4.000 a 4.700 quilômetros de diâmetro e girando a 354 quilômetros por hora.

Juno também avistou um gigantesco ciclone no Polo Sul, cercado por cinco tempestades de até 6.900 quilômetros de diâmetro. De algum jeito misterioso, essas tempestades cósmicas de categoria 5 não estão migrando pelos polos ou se fundindo em vórtices maiores, como seria de se esperar de tempestades como essa.

Mistura química na lua Europa

A lua de Júpiter, Europa, é sem dúvida a melhor aposta para encontrar alienígenas. Sabe-se que a lua da Galileia escondia um oceano de 100 quilômetros de profundidade, sob a crosta. Mas agora os astrônomos têm evidências de que o oceano troca substâncias químicas com a superfície, assim como com sua lua irmã, Io.

A espectrometria mostra a presença inesperada de epsomite, um sal de sulfato de magnésio, na superfície de Europa. Ele é formado com a adição de enxofre, irradiado do corpo mais vulcânico do Sistema Solar, a lua Io. O enxofre se mistura com sais de magnésio que escora, do oceano da lua Europa, fazendo dela um ensopado mais rico.