7 descobertas que nos arrependemos de termos feito

Na vida, é normal fazermos uma série de coisas das quais, na maioria das vezes, tardiamente, costumamos nos arrepender. Talvez seja algo pequeno, como ter criado caso com alguma coisa tão pequena ou ter esquecido de pagar aquela conta que está vencendo. Da mesma forma que elementos do cotidiano podem despertar arrependimento, grandes itens também geram pesar – muito maiores na verdade. Se coloque no lugar de um cientista famoso que, após fazer uma descoberta magnifica, vê isso sendo usado para algo maligno. Como estaria se sentindo com isso?

Esses membros da sociedade, assim como muitos outros, estão em uma posição onde todas as suas descobertas e decisões têm consequências gigantescas diante da sociedade. Para os cientistas pode ser ainda pior, uma vez que na maioria das vezes fazem muito por seu idealismo, na busca de deixar o mundo melhor, e acabam sendo ingênuos a ponto de esquecerem o quanto existem pessoas ruins capazes de pegar coisas boas e transformá-las no que pode haver de pior no mundo.

Dinamite

Alfred Nobel tem o seu nome estampado no Prêmio Nobel. Chega a ser irônico que nomeie o Nobel da Paz, uma vez que passou quase toda a sua vida criando armas de guerra. Ele inventou a dinamite com o motivo mais nobre – e surreal – possível. Ele queria inventar uma arma que fosse capaz, depois de usada, de acabar com qualquer guerra em curso. Ele se considerava neutro, inventando armas de guerra e lutando pela paz no século 19. Quando viu o que a dinamite fazia no campo de batalha, ele finalmente percebeu que todas as suas intenções foram falhas.

Spray de Pimenta

Na década de 1980, o funcionário do FBI, Kamran Loghman, ficou responsável pela criação de uma arma não letal para ser usada pela polícia. Ele criou o spray de pimenta. Loghman ficou chocado quando viu sua criação sendo usada em protestos contra alunos da Universidade da Califórnia, em Davis, no ano de 2011. Ele se arrependeu de sua criação ao perceber que a arma passou a ser usada como ferramenta de repressão, usada contra o próprio povo.

Fissão Nuclear

Quando Albert Einstein criou a equação E = mc², ele não tinha ideia que ela seria usada para a criação da bomba nuclear. Apesar de nunca ter trabalhado diretamente na criação da bomba, ele abriu o caminho quando criou a teoria da relatividade. Sua consciência pesava ainda mais por ser um pacifista assumido. Além disso, ele incentivou a criação da bomba quando saiu uma informação que a Alemanha estava avançando na criação de uma bomba nuclear. Quando percebeu que isso não era verídico, se arrependeu do apoio dado.

AK-47

Mikhail Kalashnikov foi um militar russo que inventou a AK-47 para defender a União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial. O que ele não esperava é que a sua criação fosse usada por combatentes e terroristas por tantas décadas seguintes. Após sua criação, a AK-47 entrou em produção de massa e foi a arma mais usada durante o século 20. Como católico devoto, Mikhail Kalashnikov sentiu o peso de sua moral cristã cair nos ombros.

Labradoodle

Wally Conron trabalhava para a Royal Guide Dog Association of Australia quando criou a raça de cachorro Labradoodle. Apesar de ter sido criado para funcionar como cão guia para pessoas cegas, porém a popularidade do Labradoodle aumentou tanto, que acabou criando um espaço para criadores antiéticos se aproveitarem. Esses criadores fazem o cruzamento de raças incompatíveis sem ligar a mínima para o bem estar dos animais que chegarão ao mundo. Obviamente, Wally não ficou nada feliz com isso – nem a gente.

Ecstasy

Alexander Shulgin criou uma fórmula de Ecstasy na década de 1970 – sendo que a testou nele mesmo – com o objetivo de criar um remédio psicoterapêutico. Não demorou muito para que o remédio chegasse às ruas e se transformasse em uma droga popular, muito usada por quem frequenta raves. Quando a droga foi banida, tudo que restou foi a produção e distribuição ilegal, sendo que elementos perigosos foram adicionados à fórmula no mercado negro. Shulgin lamenta muito que isso tenha acontecido.

Injeção letal

Dr. Jay Chapman, chefe legista do estado de Oklahoma, nos EUA, criou a injeção letal com o objetivo de diminuir a morte por pelotão de fuzilamento, cadeira elétrica, suspensão ou câmara de gás, que eram tão populares nos anos 1970. Sua intenção era que o método de execução pudesse se tornar mais humano. O problema é que, na verdade, a invenção não ajudou em nada.