7 provas de que viver no século XIX era uma infernidade

A vida humana sobre a Terra sempre teve seus altos e baixos. Não é à toa que guardamos um enorme acervo de desavenças, conflitos e guerras, mas por outro lado também colecionamos descobertas que ajudaram a permanência da existência humana. A questão é que sempre vivemos sob uma insanidade difícil de ser explicada.

Embora muita coisa tenha mudado com o passar do tempo, não podemos nos esquecer de tudo que aconteceu no passado. O século 19, por exemplo, foi um período realmente perigoso. A falta de educação e conhecimento muitas vezes foi pivô de atos cruéis.

1 – Trabalhar nas indústrias

Com a Revolução Industrial, as fábricas de grande porte começaram a surgir e ganhar muita força. A grande questão é que nessa época ainda não existiam leis que regulamentavam o trabalho dessa espécie. Era muito comum encontrar homens, mulheres e até crianças trabalhando em situação de alto risco, expostos à máquinas de grande periculosidade.

Muitos acidentes eram registrados. Um dos primeiros e mais chocantes aconteceu com um mulher de Wisconsin, no ano de 1861. Enquanto ela inspecionava um moinho de farinha, sua roupa “entrou em contato com um eixo vertical”. Ela não conseguiu se soltar, e quando outros funcionários conseguiram finalmente desligar a máquina, seu corpo já estava completamente mutilado. Algo que poderia ter sido evitado caso os equipamentos e roupas de segurança já fossem obrigatórios. Era uma verdadeira insanidade.

2 – A hidrofobia (raiva) não era considerada real

Durante o século 19 era comum que os médicos desacreditassem a população sobre a existência da raiva. A doença, que é transmitida por meio de lambida ou mordida de um animal infectado, era dada como algo puramente imaginário, ou até mesmo considerada como feitiçaria. Quer maior insanidade que isso?

Embora toda essa negação pairasse sobre todos na época, os jornais começavam a reportar cada vez mais casos, principalmente no que tangia animais domésticos ou selvagens. No ano de 1899, médicos começaram novamente a publicar artigos relatando sobre a veracidade da doença, alegando que poderia ser transmitida de animal para animal, ou do animal para o homem.

Acontece que até o momento em que de fato acreditaram nisso, um número desconhecido de pessoas acabaram morrendo, simplesmente porque os médicos julgavam ser algo imaginário.

3 – Cães eram afogados

O jornal de Wisconsin, publicou no ano de 1876 a seguinte definição sobre o que eram meninos saudáveis: “O menino é uma parte da natureza. […] Ele usa as coisas grosseiramente e sem sentimento. A frieza com que os meninos afogarão cachorros ou gatos, ou pendurá-los nas árvores, ou matar pássaros jovens, ou torturar rãs ou esquilos, é como a própria implacabilidade da natureza”.

A partir daí, você já deve imaginar o que aconteceu. Animais começaram a ser mortos frequentemente, principalmente os cães. Muitos acabaram sendo afogados como uma forma humana de se livrar de cães doentes, perdidos ou abandonados. Isso sim era insanidade…

4 – Infanticídio

No século  19, matar bebês indesejados era algo bastante comum, mas passou a se tornar um problema social. Foi uma das maiores insanidades do período. No ano de 1897, um artigo publicado no jornal de Melbourne questionava o que o governo faria para acabar com isso. Independente de serem as próprias famílias que executavam os bebês, era algo que precisava ter fim imediatamente. Havia uma taxa alarmante de pequenos corpos descobertos sob a terra ou água.

Em 1887, 3 bebês foram encontradas no mesmo dia em Nova Gales do Sul. Todos tinham uma corda em volta de seus pescoços, ou seja, a morte foi por asfixia. No entanto, um deles ainda lutava para respirar. Felizmente, conseguiu ser levado imediatamente para o hospital e sobreviveu.

5 – A sombra da morte

No século 19, as doenças eram algo complicado de se lidar. Antes da invenção de vacinas, as pessoas morriam aos montes por culpa de doenças que ainda não possuíam cura. Um belo exemplo é o tétano. Uma epidemia da doença foi registrada em Nova York, no ano de 1899. Para que você tenha ideia, entre os dias de 4 a 22 de julho, foram contadas 83 mortes provocadas pelo tétano.

As suspeitas são de que as pessoas tenham contraído a doença por “manuseio descuidado de fogos de artifício e pistolas de brinquedo”. A taxa de mortalidade na época chegava a uma insanidade de 90%! Isso poderia dizer que qualquer um que fosse perfurado por um objeto contaminado, provavelmente não sobreviveria.

6 – Engolindo alfinetes

Talvez você já tenha visto uma costureira colocando um alfinete/ agulha na boca enquanto costura. Enquanto o mercado têxtil ganhava força no século 19, esse era um hábito muito comum entre as pessoas, o que consequentemente, fez com que muitas delas viessem a engolir o objeto.

Em 1897 por exemplo, uma costureira de 56 anos engoliu uma agulha e foi imediatamente levada  para o hospital. No entanto, apenas 6 semanas depois ela morreu, visto que o artefato já havia perfurado muitas partes do seu intestino. Crianças também começaram a engolir alfinetes, mas os jornais da época nunca deram muita importância para isso.

7 – Itens feitos de pele humana

Usar sapatos, luvas ou cintos fabricados com pele humana seria um verdadeira insanidade para nós, não é mesmo? Bom, a verdade é que isso já foi bastante comum há tempos atrás. De acordo com a publicação de um artigo do ano de 1899, os pobres que ficavam pelas ruas e não eram recolhidos por suas famílias eram mortos.

Esses corpos eram entregues para escolas de medicina realizarem estudos, sendo que muitos estudantes pegavam a pele humana e vendiam para joalheiros ou fabricantes de roupa. Nos Estados Unidos, havia uma enorme demanda por peças fabricadas com pele humana e pagavam bons preços, até porque, era algo raro.

Gabriel

Analista de sistemas que gasta todo o seu tempo disponível em blogs, por ser o que realmente ama. Estarei sempre trazendo as novidades do mundo e disponibilizando na web para todos os usuários assíduos do Samurai.

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