Por que pessoas inteligentes tem menos amigos?

É dito que pessoas inteligentes são mais solitárias. Será que isso é um problema ou uma questão de escolha? Bom, de acordo com o que se sabe é uma questão de escolha. Pessoas inteligentes possuem uma forma muito singular de observarem o mundo e focarem em seus objetivos.

Não necessariamente precisa ser em ganhar dinheiro ou abrir uma empresa, mas no próprio desenvolvimento dela mesma. Normalmente essas pessoas analisam o mundo de forma mais complexa e percebem que temos pouco tempo nessa vida para perder com coisas que só vão nos atrasar.  O ser humano é um ser social, e como tal a amizade é algo fundamental para qualquer indivíduo. Contudo, a forma de se escolher essas amizades difere em indivíduos com maior QI. Como já dizia o velho ditado, “antes só do que mal acompanhado”.

Isso porque são pessoas com formas de pensar diferentes e que se abrem de maneira diferente. Por que será que elas nem sempre estão acompanhadas? Talvez aquela ideia clichê do gênio mal compreendido tenha um pouco de verdade. Segundo pesquisas, pessoas inteligentes tem menos amigos e essa é a razão.

Por que pessoas inteligentes tem menos amigos

Como já dito em algumas outras matérias da Fatos Desconhecidos, pessoas inteligentes tendem a ter menos amigos. Muito disso se deve por um perspectiva de vida diferente que pode acabar criando um certo distanciamento por parte dessa pessoa ou das demais. Um exemplo clássico é o caso do homem mais inteligente do mundo e sua dificuldade de socialização. A grande questão aqui é a forma que essas pessoas organizam suas prioridades e como significam seu mundo. Muitas vezes elas preferem ter poucos amigos, mas amigos que as entendem melhor.

Isso corre também porque pessoas com altos índices de QI focam em objetivos de longa data e acabam deixando de lado esse aspecto socializante. Em outras palavras, para cumprirem esses objetivos elas focam de forma prática em suas metas. Se essas metas não são diretamente ligadas com socialização, não bem um motivo para o mesmo. Colocando de outra forma, elas gastam sua energia intelectual em objetivos mais complexos e muitas vezes ambiciosos.

Às vezes elas tem opiniões contrárias

Uma outra coisa que acontece aqui é a questão de opiniões divergentes ou desameadas complexas. Pessoas mais inteligentes não costumam ser atraídas por conversar simplórias ou sem muita finalidade. Muitas delas também tendem a se expressar mais abertamente, e as vezes a informação passada acaba sendo ou muito “chata” para os demais, incompreendida ou simplesmente contraria. Mas não se deixe enganar, é dito também que pessoas com maior inteligência escutam mais do que conversam. Quando conversam, tendem a ser elas mesmas.

Não há muito sentido fingir ser o que não é ou se resguardar atrás de “personas”. A consequência disso é que as vezes essas pessoas podem ser desagradáveis para um outro grupo de pessoas. O que acontece é que ninguém é obrigado ou será amado por todos. Tendo consciência disso, não há porque se esconder atrás de máscaras, elas entendem seus valores e pontos fortes. Da mesma forma que também entendem seus pontos negativos.

Por mais que todo ser humano busque aceitação, elas sabem buscar no lugares certos. Elas não irão forçar conversas ou se forçarem em um diálogo que não as levará a lugar nenhum. Por que? Bom, como já foi dito, essas pessoas pensam mais a longo prazo, e para elas certos diálogos podem ser perda de tempo. Isso também não quer dizer que elas serão ríspidas ou rudes, mesmo que elas não busquem tanta socializam, normalmente elas sabem lidar bem com pessoas.

Avaliam as situações de forma diferenciada

Quando se tem um QI muito alto, a forma que você contempla a vida por ser diferente das demais pessoas. Só pelo fato de focaram mais em seus objetivos e ambições, muita da forma de enxergar o mundo muda. Para começar, a visão de mundo dessas pessoas tendem a contemplar um plano geral e entender  as diversas situações que envolvem um cenário x. Tudo que existem é uma grande rede de significados e possibilidades, lidar com essas “redes” é algo complexo e gasta bastante energia. Pessoas não estão fora desse conceito.

Pessoas mais inteligentes normalmente sabem quem são seus amigos e quem as fazem sentir bem. Elas estão juntas de pessoas que já as compreendem e possuem valores similares. Logicamente, elas não se privam de conhecer pessoas novas. Elas escolhem com quem estão convivendo e para quem vão entregar sua confiança.  Dentro desse espectro, essas amizades contribuem para o crescimento do individuo e tornam mais dinâmicas a convivência entre eles.

Não é que as pessoas inteligentes sejam “metidas” ou “arrogantes”, muito longe disso. Elas só veem o mundo de uma forma diferente e prática. Se for para ter amizades, que sejam amizades verdadeiras. O mundo que vivemos hoje está abarrotado de laços fracos e “amizades de Facebook”, um mundo rápido e em constante transformação. Para nós evoluirmos como pessoas, precisamos de outras pessoas ao nosso lado. A longo prazo, o importante não é a “quantidade”, mas a “qualidade” dessas pessoas que dividem a vida conosco.

Pessoas inteligentes estão junto de pessoas que elas escolheram e que foram escolhidas por elas. Elas já são pessoas completas e com seus objetivos bem traçados. Quando se é intelectualmente pleno, não se procura “muletas” ou “encostos” e sim amizades verdadeiras e honestas.  Pessoas que vieram para te somar e não para te “completar”. Pessoas inteligentes não costumam ter tantos amigos porque elas são mais seletivas.

Gabriel

Analista de sistemas que gasta todo o seu tempo disponível em blogs, por ser o que realmente ama. Estarei sempre trazendo as novidades do mundo e disponibilizando na web para todos os usuários assíduos do Samurai.

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