O que aconteceria se houvesse uma Guerra Nuclear?

Os olhos do mundo estão voltados para a Coréia do Norte. O ditador Kim Jong-Un prova, a cada teste militar, que as ameaças norte-coreanas, não são meros blefes como a comunidade internacional esperava. Na última terça-feira (29), os japoneses assistiram assustados à travessia do míssil norte-coreano sobrevoando o território japonês.

Além disso, Tóquio chegou a emitir alertas de segurança para que os japoneses se abrigassem de um possível ataque.

O pior, é que Kim Jong-Un não pretende parar esse jogo de interesses políticos por aí. Isso porque ele já anunciou que fará novos testes com outros quatro mísseis em território americano, a baía de Guam, no Pacífico.

O que ele pretende com esses testes nucleares e balísticos, além de demonstrar a força norte-coreana? De acordo com Raquel Gontijo, especialista do curso de Temas Contemporâneos de Segurança Internacional do Gedes (Grupo de Estudo de Defesa e Segurança Internacional), a estratégia é para “garantir a sobrevivência do regime e conseguir bons termos de negociação”, segundo consta matéria publicada pelo Uol.

Se for esse o motivo de fato, esse é um artifício perigoso que brinca com a vida de seres humanos indefesos, que há muito não se preocupavam com a terrível ameaça de uma nova guerra nuclear.

Mas quais seriam de fato, os efeitos das detonações nucleares? Uma investigação recente divulgada pela Revista espanhola Muy Interesante, revelou que um cenário de guerra entre o Paquistão e a Índia, por exemplo, resultaria em uma explosão 100 vezes maior que a tragédia causada em Hiroshima, durante a Segunda Guerra Mundial.

Os analistas sugerem que esse suposto cenário é plausível, uma vez que as bombas certificadas nos últimos anos são 2.200 vezes mais potentes do que a que arrasou a cidade japonesa.

Nesse palco de horror hipotético, 20 milhões de pessoas morreriam em uma semana devido aos efeitos diretos causados pelas explosões, incêndios e os efeitos da radiação local, segundo mostra a matéria publicada pela Revista espanhola.

Apenas essa única detonação causaria mais mortes do que a Primeira Guerra Mundial, que durou mais de 4 anos.

Além das vidas humanas, o meio ambiente também sofreriam impactos devastadores. Os incêndios injetariam volumes grandiosos de fuligem e escombros que ficariam suspensos no ar chegando até a estratosfera.

Nessa guerra imaginária entre a Índia e o Paquistão, os especialistas estimam que 6,5 milhões de toneladas de fuligem bloqueariam a luz do Sol, o que diminuiria consideravelmente a temperatura da superfície da Terra, gerando impactos ambientais sem precedentes, que poderiam durar mais de uma década.

Afetando o meio ecológico, as plantações naturalmente também seriam impactadas, o que resultaria em uma escassez de alimentos. Por exemplo, a produção de arroz na China reduziria 17% do volume atual, assim como o trigo em 31% e o milho em 16%, como sugere a Revista Muy Interesante.

Estima-se que mais de 2 milhões de pessoas seriam afetadas pela fome em uma possível guerra nuclear.

Em resposta as últimas ameaças feitas por Kim Jong-Un, o presidente americano, Donald Trump, prometeu responder as investidas com “fogo e fúria como o mundo nunca viu”.

Embora as armas nucleares do governo norte-coreano não sejam tão volumosas ou potentes como a de outros países, é preciso lembrar que as americanas são as mais destrutivas do planeta.

A tática utilizada pelos outros países à nação norte-coreana continua sendo o isolamento e sanções mais restritas, a fim de diminuir a força e silenciar o ditador. O problema é que Kim é retratado como um lunático, que parece não perceber o perigo que inflige ao próprio país.

Das duas uma: Kim é mesmo lunático ou não tem nada a perder, uma vez que seu poder se deteriora a cada ano em relação aos poucos aliados que lhe restam, como a China.

Por enquanto a guerra continua sendo psicológica. Apenas a ameaça é o suficiente para colocar a comunidade internacional em alerta. E seguimos de olho nas próximas manobras políticas que os “imperadores do mundo” continuam infligindo à população do planeta.

Gabriel

Analista de sistemas que gasta todo o seu tempo disponível em blogs, por ser o que realmente ama. Estarei sempre trazendo as novidades do mundo e disponibilizando na web para todos os usuários assíduos do Samurai.

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