Estão construindo um sol em miniatura que pode oferecer energia ilimitada

O que você pretende estar fazendo daqui a 15 anos? É muito tempo para ter uma estimativa? Bem, então nós podemos adiantar que até lá, pode ser que já estejamos vivendo em um mundo com suprimento ilimitado de energia verde. O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Cambridge, anunciou recentemente que está trabalhando em conjunto com uma empresa privada, no intuito de desenvolver a tecnologia necessária para produzir energia a partir de fusão nuclear.

O projeto, que já se mostra extremamente ambicioso, conseguiu conquistar em fase inicial cerca de 50 milhões de dólares em financiamento. Mas aí você se pergunta: “O que é a fusão nuclear?”. Para que você entenda melhor, imagine uma mesa de sinuca. A fusão aconteceria no momento em que duas bolas se chocassem. No entanto, levando isso para a realidade, acontece com átomos de hidrogênio, que à medida que se fundem para formar o hélio, liberam alta quantidade de energia. E é isso que acontece no sol.

Se tudo correr conforme o planejado, daríamos um enorme passo em direção à produção de energia sustentável. Imagine só, como seria ter um estoque ilimitado de energia, livre de carbono? Uma alternativa segura e que evitaria graves efeitos de mudança climática. Ao contrário do que se imagina em primeira análise, também não seria um método perigoso e não resultaria no desperdício nuclear, o que evita acidentes como o de Chernobyl, por exemplo.

Como um sol em miniatura

É fato que podemos encontrar outras usinas nucleares que trabalham com fusão de protótipos. No entanto, até hoje os cientistas não conseguiram verificar uma reação que não tenha provocado déficit de energia. Desta vez, a tecnologia recente é um ponto a favor. Utilizando supercondutores de alta temperatura, é possível fortalecer o campo magnético que fica em volta do combustível de plasma quente, presente nos reatores. Assim, é como se eles fossem capazes de reproduzir o processo solar, mas obviamente, em menor escala.

De acordo com Robert Mumgaard, CEO da Sistemas Commonwealth Fusion (SFC), empresa envolvida no projeto: “Trata-se de escala, e é sobre a velocidade“. Os esforços conjuntos das empresas à frente do projeto, devem acelerar seu desenvolvimento. Isso faz com que a tecnologia chegue em breve ao mercado.

Segundo Stephen Dean, da Fusion Power Associates: “Se o MIT pode fazer o que está dizendo – e não tenho motivos para pensar que eles não possam  – este é um grande passo adiante“. Por outro lado, assim como o de costume, existem aqueles que ainda permanecem bastante céticos quanto ao projeto.

Neste caso, acredita-se que o maior problema é o financiamento. Provavelmente, uma empresa privada não aceitará financiar o projeto por completo. E pensando justamente nisso que os pesquisadores tentam atrair o financiamento também do governo. Para Claudio Descalzi, CEO da empresa que financiou os 50 milhões iniciais: “A energia de fusão, ou o chamado mini sol, é a verdadeira fonte de energia do futuro. É completamente sustentável, não libera emissões ou resíduos de longo prazo e é potencialmente inesgotável. É um objeto que estamos cada vez mais determinados a alcançar rapidamente”.

Gabriel

Analista de sistemas que gasta todo o seu tempo disponível em blogs, por ser o que realmente ama. Estarei sempre trazendo as novidades do mundo e disponibilizando na web para todos os usuários assíduos do Samurai.

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