DST acada de evoluir e se torna ainda mais perigosa

E que tal uma super gonorreia? Para quem não sabe, a gonorreia é uma doença sexualmente transmissível que pode provocar inflamação na uretra, próstata e até no útero. Bom, se gonorreia já é uma doença muito temida pelas pessoas, o que uma super gonorreia seria capaz de fazer?

Estamos falando isso porque um cara do Reino Unido parece possuir o primeiro caso de gonorreia altamente resistente às duas principais drogas disponíveis. O paciente permanece anônimo, mas sabe-se que ele é heterossexual e que visitou um médico na Inglaterra no início desse ano. Bom, caros leitores, a gente explica melhor o caso dessa doença para vocês.

Super gonorreia

Depois do diagnóstico do Public Health England, a superbactéria mostrou ser resistente a antibióticos como ceftriaxona e azitromicina. Esses dois remédios são indicados a serem tomados juntos para tratar a doença. O espectinomicina foi testado depois, mas os testes mostraram que a doença ainda vivia na garganta do homem. Hoje ele está tomando um antibiótico chamado ertapeném. Os médicos pretendem analisar no começo de abril para confirmar o estado da condição.

Gwenda Hughes, chefe da seção de infecções sexualmente transmissíveis da Public Health England, disse que ‘esta é a primeira vez que um caso mostrou uma resistência de alto nível a ambos os medicamentos e à maioria dos outros antibióticos comumente utilizados‘.

O nome da bactéria que causa a gonorreia é Neisseria gonorrhoeae. A mesma pode habitar os órgãos genitais, a garganta e o reto. Quando a doença não é tratada, caros amigos, ela pode causar cicatrizes nos genitais e até inflamações que podem levar a infertilidade (tanto nos homens quanto nas mulheres). Ah, não tratar a gonorreia também pode facilitar o desenvolvimento de outros vírus, como o HIV, por exemplo. Acredita-se que o homem do Reino Unido adquiriu a doença de uma mulher durante uma viagem na Ásia. Felizmente, sua parceira no Reino Unido não está com a doença.

Essa superbactéria já era esperada

Essa superbactéria já era esperada. Em muitos casos já havia a resistência a azitromicina e outros antibióticos. Em 2016 foi observado por cientistas que as bactérias da gonorreia estavam ficando mais resistentes ao medicamento nos EUA.

No ano passado a OMS encontrou a mesma situação em pelo menos outros 50 países. Também foi encontrado três casos na França, Japão e Espanha, que foram descritos como ‘intratáveis’. Nesses casos, a gonorreia era resistente a ceftriaxona, mas não na combinação da ceftriaxona e azitromicina.

A boa notícia é que, segundo a OMS, 3 novos antibióticos estão sendo desenvolvidos. A solitromocina é a mais avançada até o momento. A zoliflodacina e a gepotidacina estão começando a serem testados.

Gabriel

Analista de sistemas que gasta todo o seu tempo disponível em blogs, por ser o que realmente ama. Estarei sempre trazendo as novidades do mundo e disponibilizando na web para todos os usuários assíduos do Samurai.

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