Conheça o poder da sua intuição e como aprimorá-la

O que exatamente é intuição? Qual a sua definição e como podemos transforma-lá de uma forma que se torne mais forte e eficiente em nossas vidas? A intuição é um conceito popular em diversas linhas de pensamentos, especialmente as religiosas.

Duas linhas que observam essa forma de fazer escolhas e prever situações de maneira concreta são o budismo e a filosofia, em particular a platônica. Tentando entender um pouquinho melhor os conceitos e práticas da intuição, vamos hoje buscar um pouquinho da visão de certas linhas do budismo, sem esquecer o que a ciência fala sobre a mesma. Esperamos que essa matéria te traga alguns “insights”.

Entender a intuição é compreender a si mesmo. Desvendar a si mesmo é uma forma de você se desenvolver intelectualmente. Não só isso, mas também reforçar seus valores e as habilidade que lhe agregam. Hoje a Fatos Desconhecidos traz para você não só uma reflexão, mas uma forma de entender melhor como você pode desenvolver essa característica. Qual é o poder da intuição? Como isso pode ser útil e transformar nossas vidas? Descubra o poder da sua intuição e saiba como aumentá-la.

O que é intuição?

Se formos usar do conceito de Platão e do budismo, intuição é a função mais elevada da inteligência. “Noesis“, termo da filosofia platônica para a intuição, é diretamente oposto a ideia do pensamento lógico ou do discurso. Segundo Platão, Noesis é a habilidade da alma de se assemelhar ao que está além e acima desse mundo.

Se pegarmos esse conceito por uma percepção budista, o que mais se apresenta próximo a definição comum de intuição é “Jnana”. “Jnana” pode ser traduzido como “Gnosis” ou “Sabedoria”. No budismo, sabedoria tem um significado especial, essa seria consciência primordial. Jnana, pelo budismo Mayahana, é a décima perfeição, ou seja, o ultimo catalizador para a iluminação. Sendo a iluminação o grande objetivo do budismo.

Alan Wallace, que é um professor budista, explica que a intuição é um conhecimento que sempre está internalizado em nós. Intuição é um aspecto da mente que está sempre presente, somente esperando para ser descoberto. Wallace também comenta que observou que Aristóteles separa emoção e razão. No budismo não existe tal coisa. Segundo Alan; “A separação do coração e da mente é artificial”.

Podemos encontrar esse conceito de não-distinção da mente e coração também no Taoísmo. Usando dessa lógica, a intuição não tem oposição a razão. Na verdade a mesma se alimenta da razão, mesmo que a intuição transcenda a mesma. Intuição é uma capacidade transcendente de observar e contemplar a realidade. Se olharmos pela lógica budista, a intuição é o estado mais básico da consciência.

Qual a importância da intuição?

Como já dito, a intuição (a verdadeira intuição, pois essa não deve ser confundida com paranoia), ela é uma forma de observar a natureza de uma forma mais pura. Se quisermos fugir um pouco desse conceito mais “espiritual” (assim por dizer) da intuição, veremos esta por outra ótica. “A intuição nada mais é que o resultado da experiência intelectual anterior”, disse Albert Einstein. Reafirmando a frase anterior, segundo psicólogo Americano Nobel Herbert, a intuição não é nada mais que reconhecimento.

Partindo dessa premissa, intuir é reconhecer. Existe certa conexão com budismo, pois Jnana, sendo sabedoriaé observar a realidade como ela é. Reconhecer a realidade. Um exemplo disso é quando você olha rapidamente para céu e, não se sabe porque, mas você decide levar um guarda-chuva. Mais tarde, a chuva vem. Ao olhar o céu você teve acesso a uma informação passada, houve um reconhecimento, e intuitivamente sua mente agiu para que você pegasse um guarda-chuva. No caso da intuição, nós temos acesso a essas informações e reconhecimento, sem a consciência de tê-los.

A intuição uma ferramenta importante para o ato da ação e reação. Uma pesquisa mostrou que enxadristas profissionais possuem um alto grau de intuição, esses reconhecem jogadas e movimentos eficientes muito mais rápidos que os demais. Quando observamos o mesmo padrão em novatos do esporte, vemos que eles não possuem acesso a tais informações.

Um outro aspecto que se nota na intuição é a capacidade da mesma cometer erros, pelo simples fato de serem conexões simples, rápidas e espontâneas. Não é de menos que para se alcançar a tal “sabedoria” no budismo, é necessário processos e outros treinos da mente, para assim contemplar verdadeiramente a natureza das coisas. Mas, como treinar essa intuição positiva, ter mais cautela quando intuir e diminuir as chances de erro? Bom, como experiência, podemos dar alguns passos para trás nessa matéria e nos virarmos um pouco para as práticas meditativas budistas. Segundo Wallace, para ampliar essa intuição, podemos nos voltar as práticas tradicionais da Índia, o Samadhi.

Como aumentá-la?

A prática do Samadhi é basicamente a pacificação da mente e a contemplação pura. Uma forma de eliminar aflições e pensamentos nocivos e “paranoicos” que obscurecem nosso julgamento e a forma de observar a natureza em sua forma pura. Em outras palavras, é uma forma de observar o mundo mais claramente. Fugindo mais uma vez das práticas orientais propriamente ditas (mesmo assim com um “pé” ali nelas), um método seria a famosa meditação Mindfulness. Mindfulness ganhou certa popularidade nos tempos de hoje. Apesar de parecer algo “mítico”, ela não é nada além de práticas da atenção plena. De forma similar, podemos encontrar esse atributos no Zazen, prática do budismo zen Japonês.

Como melhorar a intuição? Como você já deve ter “intuído” , devemos praticar a meditação e a contemplação plena em ordem de aprender lidar com fatores que conturbam e perturbam nossa mente. Dessa forma intuiremos de maneira mais assertiva e teremos mais cuidados com falsas intuições ou intuições impulsivas. Aprender a intuir é uma forma de lidarmos com nossas características instintivas primordiais. Todavia, a meditação não é tudo, é preciso saber como meditar e entender o que seria essa “visão correta do mundo”. Contudo, isso não é assunto para essa matéria.

Uma boa prática pode começar na sua busca pelas práticas negritadas acima nesse parágrafo e no entendimento das diversas filosofias e crenças que existem por aí. A busca pela verdade, por mais que muitas vezes sejam intuitivas, devem vir junto com a teoria, prática e ação. Como diria Monja Tenzin Palmo: “Cada respiração dada é “prática espiritual”. Ninguém pode dizer que não tem tempo para praticar.”

Gabriel

Analista de sistemas que gasta todo o seu tempo disponível em blogs, por ser o que realmente ama. Estarei sempre trazendo as novidades do mundo e disponibilizando na web para todos os usuários assíduos do Samurai.

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