7 vezes em que tentaram transformar seres humanos em armas suicidas

Muitos conceitos sobre terrorismo – e terroristas – foram disseminados após o ataque de 11 de setembro, em 2001, nos Estados Unidos. O que mais chama a atenção, e amedronta, são os homens-bomba. Apesar dessa dinâmica parecer ser exclusiva do século 21, terroristas suicidas surgiram há muito tempo atrás, entre os séculos 14 e 16. Conhecidos como bashi-bazouks, eles eram soldados do exército turco-otomano e sua função era se precipitar para as linhas inimigas para atacar rapidamente, mesmo lhe custando a vida. Após isso, houve várias versões para esse mesmo papel. Anarquistas da Rússia czarista, os camicazes japoneses durante a Segunda Guerra e os guerrilheiros vietnamitas na segunda metade do século 20.

Transformar homens em armas mostra que existem muitos soldados que estão dispostos a dar suas próprias vidas em nome de uma causa, ideia ou reglião. Ao longo do tempo, várias ideias loucas desse mesmo gênero foram sendo desenvolvidas. Colocar homens dentro de mísseis – ou transformá-los em armas – foi uma das principais táticas explorados na história das guerras humanas. Por isso, trouxemos algumas amostras para que você possa ficar ligado. Listamos 7 vezes que tentaram transformar humanos em armas suicidas.

Kaiten

O Kaiten era um míssil submarino usado pela Marinha Imperial Japonesa na Segunda Guerra Mundial. O diferencial dele era o fato de ser tripulado por um soldado suicida, que guiaria o torpedo até o navio inimigo, morrendo junto com ele. A arma tinha dois problemas principais. O primeiro, era o seu alto custo humano. O segundo, sua incapacidade de mergulhar em águas profundas, tornando-se vulnerável a ataques inimigos antes de atingir o seu alvo. O Japãosuspendeu o uso da arma uma semana antes de se render.

Atentado a bomba

Hoje conhecemos os homens-bomba dos vários grupos terroristas que, antes de explodirem a si mesmos, passam por uma lavagem cerebral. Já o Exército Republicano Irlandês (IRA), durante seu conflito separatista com o Reino Unido, também usou da tática de homens e bombas, porém, sem a manipulação mental. Eles selecionavam vítimas aleatórias, ameaçavam-nas, colocando várias bombas no carro, e as faziam atingir algum alvo. Na maioria das vezes, a pessoa não tinha tempo para pular fora do carro antes que ele explodisse.

Yokosuka MXY-7 Ohka

O Yokosuka MXY-7 Ohka foi um dos aviões camicazes do Japão Imperial. Usado durante a Segunda Guerra Mundial, ele era movido a foguete, tornando-o incomum entre seus pares. Por exemplo, os aviões dos aliados eram movidos a hélice e motor, como normalmente acontece. Os Yokosuka MXY-7 Ohka funcionavam assim: quando um ataque aéreo inimigo fosse detectado, os pilotos do Yokosuka MXY-7 Ohka acionariam os foguetes e iriam em direção ao avião inimigo. A colisão levaria a destruição do inimigo – e do piloto suicida também. Porém, a arma não se mostrou eficaz, levando-a a uma rápida extinção.

Bomber-Missile

O Bomber-Missile foi desenvolvido pelos Estados Unidos durante a Guerra Fria, com a intenção de ser uma arma contra a União Soviética.  O míssil foi dividido em dois compartimentos, com três soldados. Dois homens ocupariam o compartimento traseiro e seriam responsáveis pelo lançamento do míssil na base. O compartimento traseiro se soltaria no ar e retornaria à base, enquanto o terceiro soldado apontaria o míssil em direção ao alvo antes de sair, e voltaria para pilotar o avião manualmente. Essa ideia, porém, parece ridícula, já que o piloto provavelmente teria permanecido no alcance da ogiva nuclear de 18 quilos, e morreria junto ao alvo.

Fukuryu

A Segunda Guerra Mundial teve a sua própria versão de homens-bomba. Soldados japoneses, para ser mais exato os mergulhadores, se armavam de varas de bambu com cerca de 15 quilos de explosivos anexados. Eles mergulhavam até o porto inimigo, prendiam o bambu nos navios, e explodiam. A explosão tanto danificava, ou afundava, o navio quanto matava os próprios mergulhadores que executavam o plano.

Shinyo

A essa altura do campeonato, já podemos combinar que os japoneses estavam realmente dispostos a derrotar o inimigo, não é mesmo? Eles usaram alguns barcos que foram outra arma suicida implantada por eles. Eram torpedeiros modificados contendo explosivos mortais. Dois tipos de barcos brilhantes foram desenvolvidos. O primeiro, foi lançado em navios inimigos, matando o piloto e causando grandes danos ao navio. Já o segundo, havia sido projetado para que o piloto não morresse no ataque.

Marder

O Marder foi um submarino construído pelos nazistas. O submarinos carregava um torpedo, que o piloto disparava antes de fugir da área. Apesar de não ter sido pensado para ser suicida, fugir depois de disparar o torpedo era quase impossível. Um erro no projeto. Apesar de ter sido usado com sucesso contra os navios aliados, ele foi listado como uma arma mal sucedida, já que um terço dos pilotos morreram durante as missões.

Gabriel

Analista de sistemas que gasta todo o seu tempo disponível em blogs, por ser o que realmente ama. Estarei sempre trazendo as novidades do mundo e disponibilizando na web para todos os usuários assíduos do Samurai.

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