7 teorias científicas que se comprovaram erradas

Teorias científicas começaram a ser feitas há muito tempo, mesmo antes de Cristo. As ideias e conceitos estabelecidos por elas, costumam passar por um processo constante de mudanças, independentemente das áreas de conhecimento.

É muito mais comum do que você pensa, por exemplo, uma teoria aceitar por um tempo, pode acabar sendo substituída por outra e, séculos depois, voltar a ser estudada como uma ideia válida. Assim como ocorreu com a teoria do heliocentrismo.

Mesmo em um campo tão rigoroso e orientado para os detalhes quando a ciência, teorias são constantemente destruídas, os erros são cometidos e os enganos são perpetrados.

Descoberta do oxigênio derrubou teoria do Flogístico

Inserida no fim do século 17 e no início do século 18, essa teoria tentava explicar a diferença de peso de uma substância antes de sua combustão completa e depois, quando restavam apenas cinzas. Segundo explicações do químico alemão George Ernst Stahl, essa diferença se dava pela transformação de parte do material em um elemento chamado de flogístico, que era liberando quando a substância queimava.

Por muito tempo essa teoria foi considerada correta. A dúvida sobre sua veracidade foi levantada após a descoberta do oxigênio, que proporcionou uma nova visão química.

Modelo com núcleo e elétrons substituiu teoria do átomo indivisível

O conceito de átomo já existia desde a Grécia Antiga, quando se pensava que um material consecutivamente dividido chegaria a um ponto que não poderia ser mais partido. As ideias sobre o átomo ressurgiram no fim do século 18 e chegaram na formulação da Teoria Atômica do físico e químico infles John Dalton. Segundo o pesquisador, toda matéria possuía átomos em sua composição, unidades mínimas e indivisíveis.

A ideia era boa, mas não considerava o átomo do que hoje é considerado molécula. A teoria de que o átomo não poderia ser divido foi contrariada no fim do século 19, quando descobriram que ele era constituído em duas partes, núcleo e elétrons que o cercavam. A partir disso diversos modelos atômicos foram apresentados. Com o passar do tempo, pesquisas mostraram que o próprio núcleo poderia ser dividido em prótons e nêutrons.

Avô de Darwin chegou a defender Lamarckismo

A evolução das espécies só passou a ser discutido no final no final do século 18. “Alguns teóricos achavam que as espécies não se transformavam, que eram sempre as mesmas. Foram criadas em algum momento e iriam permanecer assim para sempre.

Teorias da evolução sugiram com um conceito contraditório a essa, prevendo que as espécies mudam. Uma delas, foi apresentada pelo francês Lamarck no início do século 19. A aposta na transformação de características por ações propositais de uma espécie e repassadas para a prole. Entre 1940 e 1980, o darwinismo foi considerado a única teoria aceita para explicar a evolução.

Desenhar o Pi com régua e compasso é impossível

Até o século 19, estudiosos acreditavam que era possível demonstrar, com o uso de régua e compasso, a medida do Pi. Número que determina relação entre diâmetro e comprimento de uma circunferência. Essa teoria teve uma vida útil de 23 séculos, e partia de que seria possívem medir o Pi assim como outros números irracionais, como a raiz quadrada de 2.

Apesar de ser um número que ninguém escreve por extenso, a raiz quadrada de 2 pode ser representada pela diagonal de um quadrado de lado 1, segundo teorema de Pitágoras. O número portanto, pode ser construído com uma régua e compasso. Bom, a teoria de que era possível fazer o Pi caiu no século 19, quando um matemático comprovou que não era possível ser construída com régua e compasso.

Pasteur contrariou teoria da geração espontânea

O discurso da possibilidade da vida se originar a partida da não-vida motivou diversas estudos durante o século 19. Antes, acreditava-se na teoria da geração espontânea, segundo qual a vida poderia ser gerada por algo ser vida. Essa teoria começou a ser questionada no século 17 pelo italiano Francesco Redi. No século 19, o biólogo francês Louis Pasteur desenvolveu uma nova experiência que colocou a abiogênese novamente em pauta. Essa polêmica prevalece até hoje, principalmente porque tem influência na discussão sobre a origem da vida.

Teorias sobre a luz

Em meados do século 17, Isaaco Newton elaborou uma teoria segundo a qual a luz seria feita de partículas, corpúsculos que colidem contra objetos e formam as cores. A propagação em linha reta dessas partículas formaria ainda o raio de luz. Tal ideia rivalizava com a teoria do holandês Christiaan Huygens, cuja a qual a luz era feita de ondas que se propagavam em linha reta, mas estavam sujeitas a fenômenos de interferência.

A geometria euclidiana não é a única possível

teorias

A geometria euclidiana, formulada por volta do século 4 a.C, foi considerada por muito tempo a única possível no universo. No início do século 19, matemáticos começaram a pensar na possibilidade de encontro das paralelas, teorizando sobre que tipo de mundo seria e admitindo que o universo poderia não ser euclidiano.

A ruptura no conceito da geometria euclidiana como a única possível permitiu que cientistas apostassem nesses estudos como um problema real. Entre os principais resultados está a formulação da Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, baseada na geometria hiperbólica.

Gabriel

Analista de sistemas que gasta todo o seu tempo disponível em blogs, por ser o que realmente ama. Estarei sempre trazendo as novidades do mundo e disponibilizando na web para todos os usuários assíduos do Samurai.

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