7 problemas que os alimentos geneticamente modificados já estão causando

Certamente você já ouviu falar nos alimentos geneticamente modificados. Também conhecidos como transgênicos, são aqueles que sofrem modificações genéticas, baseadas em organismos que por meio da engenharia genética, sofrem algumas alterações em seu DNA. Mas qual seria o objetivo de tudo isso? Simples, a intenção é que os alimentos sejam mais resistentes a herbicidas, toxinas que atuam contra pragas em plantações.

A proposta é de que esses alimentos também se tornem mais nutritivos para nosso consumo. No entanto, muitas pessoas levantam a bandeira de que alimentos do tipo, na verdade, podem ser um risco para nossa saúde. Embora cientistas afirmem que é um método seguro, ainda existem algumas dúvidas no que tange o assunto.

Morte de abelhas e borboletas

Um dos maiores benefícios desses alimentos modificados, é que são resistentes a pragas e ervas daninhas. Dessa forma, é comum que as culturas rendam muito mais. No entanto, o lado ruim é que grande parte dos pesticidas é capaz de matar abelhas e até mesmo borboletas. Há quem pense que para nosso bem, que para ter mais comida no mundo, seja necessário passar por cima de determinadas formas de vida. No entanto, este é um pensamento muito pequeno, principalmente no que tange estes insetos em específico, os polinizadores.

Eles são responsáveis por cerca de um terço de nossas culturas alimentares. A polinização é algo fundamental para a sobrevivência de determinados alimentos e acabar com estes insetos não é o passo correto. Apenas parra que você tenha ideia, poderíamos sofrer um verdadeiro colapso. Mas é fato que ainda existem muitas contradições a respeito do tema. Alguns estudos comprovam que os pesticidas podem perturbar a existência de abelhas e borboletas. Em contrapartida, outros pesquisadores afirmam que são completamente seguros.

Polinização cruzada afeta culturas regulares

Um dos principais problemas com as culturas transgênicas é que elas são difíceis de controlar. Isso significa que, se em algum momento o agricultor desistir de seu uso, ele  não conseguirá se livrar tão cedo do pólen geneticamente modificado. Não importa o quão cuidadoso ele seja, este processo ainda levará um tempo para ser extinto de sua fazenda, por exemplo.

Dessa forma, não é possível impedir o vento de soprar, fertilizar e transformar culturas regulares em híbridas. Sim, existem aqueles alimentos que podem reduzir sua contaminação de maneira mais rápida, mas não é o mesmo que acontece com o milho e a canola, por exemplo.

Redução de fertilidade

Estudos conduzidos pela Áustria, demonstraram que os alimentos geneticamente modificados podem reduzir a fertilidade de uma pessoa. Tudo se deve à presença de toxinas que podem ser agressivas ao nosso organismo. Embora existam parâmetros para a manutenção de nossa saúde, estes alimentos ainda podem nos provocar efeitos colaterais.

Controvérsias

Mas ainda é válido lembrar que muitas controvérsias envolvem os transgênicos. Enquanto muitos levantam a bandeira de que eles são prejudiciais à nossa saúde, diversos biotecnólogos apresentam estudos revelando que são completamente seguros. Por outro lado, cientistas da FDA divulgaram na década de 1990 que os transgênicos seriam sim capazes de levar uma pessoa a “riscos diferentes”, quando comparados aos alimentos comuns. No entanto, as conclusões deste estudo não foram levadas muito em consideração. Será por que?

Pouca supervisão

Enquanto muitos países exigem que os rótulos de alimentos mostrem se ele é geneticamente modificado ou não, outros simplesmente não fazem disso uma exigência. Os Estados Unidos representam um ótimo exemplo. Nosso próprio país já viveu tempos de muita discussão sobre o tema. Quando não há essa informação, as pessoas não possuem o poder de decisão sobre o consumo dos alimentos. Mesmo que não queira comprá-los, pode acabar fazendo isso, visto que não existe uma forma mais assertiva de saber a origem e os meios de produção daquele alimento.

Distração de outras tecnologias

A proposta de trabalhar com os alimentos geneticamente modificados, surgiu como uma promessa de prevenir uma crise alimentar mundial. Também surgiu como a solução para a fome no continente africano e em outros lugares pelo mundo. Entretanto, essa garantia nunca pôde ser comprovada e muito menos, resolveu algum desses problemas. Suas variáveis são muito relativas em cada país, sem contar que ainda há aqueles que preferem não consumir alimentos do tipo.

No ano de 1998, 24 delegados que representavam 18 países africanos, informaram à ONU que a imagem dos “pobres e famintos” do continente, estava apenas sendo usada pelas empresas praticantes dessa tecnologia para impulsionarem seu mercado. E que ainda não acreditavam que aquela seria a solução para um problema de tamanha proporção.

Insetos mais fortes

Bem, os pesticidas são utilizados afim de exterminar pragas e insetos que podem prejudicar uma cultura. Por mais que pareça ser uma boa ideia, vale lembrar que nessa situação, é comum que os insetos mais fortes acabem sobrevivendo, e que passem a se adaptar, tornando-se mais resistentes. É o que podemos chamar de seleção natural. Dessa forma, se transforma em “super insetos” resistentes às toxinas e outros produtos químicos utilizados na pulverização.

Apenas para que você tenha ideia, no ano de 2011, cientistas examinaram 13 tipos de pragas. Acabaram descobrindo que 4 delas já haviam se tornado imunes ao veneno. Embora exista a possibilidade de reformular o pesticida, significa mais custos e a possibilidade de também significar mais riscos à saúde humana.

Gabriel

Analista de sistemas que gasta todo o seu tempo disponível em blogs, por ser o que realmente ama. Estarei sempre trazendo as novidades do mundo e disponibilizando na web para todos os usuários assíduos do Samurai.

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