7 fenômenos de nosso cérebro que nos fazem tomar decisões ruins

O cérebro é sem dúvida, um dos órgãos mais importantes de nosso corpo. Embora ainda tenha muito a ser decifrado sobre ele, é de conhecimento geral que está diretamente ligado às nossas tomadas de decisão. Este é um processo natural onde nossas atividades cognitivas se encarregam de selecionar uma opção dentre variadas alternativas.

A grande questão é que por vezes, acabamos fazendo a escolha errada mesmo que o caminho certo a seguir estivesse evidente. Mas por quais motivos isso acontece? Já que não é possível voltar no tempo e refazer tudo, somos obrigados a apenas encarar as consequências. Acontece que isso pode se desencadear devido a alguns fenômenos de nosso cérebro, que nos influenciam a tomar decisões erradas.

Efeito da ambiguidade

Tal efeito influencia nossas tomadas de decisão, com base no que sabemos sobre nossas prováveis escolhas. Por exemplo, se você for apresentado a duas situações, sendo que já conhece um pouco sobre uma delas, mas não sabe nada sobre a outra, e precisar escolher entre as duas, o mais provável é que opte pela que já conhece, por mais atraente que a outra seja.

Este é exatamente o tipo de comportamento que nos impede de arriscar e viver novas experiências. Muita gente acaba perdendo a oportunidade de sua vida, pelo medo de encarar o desconhecido.

O poder da rima

Você já ficou com a música chata de uma propaganda na cabeça? Daquelas cheias de rima e que parecem não desgrudar da mente? Bem, é claro que isso é feito de propósito. Sempre que há rimas, nosso cérebro costuma achar aquilo mais atraente e de forma inconsciente, considerar aquilo como mais verdadeiro.

É normal que acreditemos mais em sentenças que rimam, segundo estudos científicos. Segundo pesquisa realizada pelo Lafayette College, a tendência é que essas músicas nos façam comprar o produto da marca com maior frequência e a grande questão é que nem percebemos isso. Dessa forma, é sempre bom ter plena consciência do que está fazendo no momento de comprar algo.

Dominância assimétrica

Você provavelmente já ficou muito em dúvida entre duas coisas, por algum motivo. Assim, é provável que tenha imaginado que se tivesse uma terceira opção, a situação poderia ser mais fácil de ser resolvida. Por exemplo, imagine que você precisa almoçar fora. A primeira opção é um restaurante perto de sua casa, mas que não serve uma comida tão boa. A segunda é outro restaurante que tem pratos maravilhosos, mas que fica bem longe de sua casa. E então? Para qual você iria?

Acontece que, se nesse meio tempo, um amigo lhe convidasse para almoçar em um lugar que fica ali no meio do caminho – nem tão longe e nem tão perto – mas que também não serve uma comida muito boa, você optaria por isto. A questão é que a quantidade acaba sendo mais importante do que a qualidade. Observe que a terceira opção não influenciou em muito, visto que a comida não vai ser a ideal. O mais provável é que você optasse por ir mais longe, pensando na qualidade, caso a terceira opção não tivesse aparecido.

Efeito IKEA

Este é um fenômeno que acontece em nosso cérebro, onde ele passa a julgar que as coisas feitas por nós mesmos tem maior valor, mesmo que não tenham de fato. Não costumamos enxergar as falhas e defeitos naquilo que fazemos, porque temos a mania de acreditar que demos nosso melhor naquilo. Pode ser por isso que seu chefe está com um planejamento estratégico mal feito, mas se recusa a aceitar conselhos de seus subordinados, por exemplo. Esse é o tipo de comportamento que pode nos afundar em questão de pouco tempo.

A falta de empatia

Esta é uma lacuna interpessoal, onde não temos a plena capacidade de nos colocarmos na situação de terceiros. Dessa forma, julgamos certa pessoa a partir de seus atos, mas não conseguimos enxergar como agiríamos caso estivéssemos vivendo a mesa coisa que ela… Pode ser que tivéssemos a mesma atitude. Esse tipo de comportamento pode nos levar a tomar decisões bastante precipitadas. Colocar-se no lugar do outro é fundamental.

A hipótese do mundo justo

Nosso cérebro tende a acreditar que uma hora ou outra, a justiça será feita. Infelizmente, acreditar nisso nem sempre é algo positivo, visto que vivemos em um mundo que por natureza, não é justo. Por exemplo, parece ser reconfortante pensar que um assassino pagará por seus crimes cedo ou tarde, mas em algumas situações, costumamos julgar como culpadas as pessoas inocentes.

Como exemplo, podemos citar o museu do Holocausto. Estudos realizados no ano de 2009, mostraram que muitos visitantes do memorial saíam de lá acreditando que os judeus por algum motivo, mereceram passar por todo aquele horror. É como se tentassem encontrar uma explicação plausível para todo aquele genocídio, embora não tenha.

Em contrapartida, temos a mania de acreditar que nada ruim acontecerá a uma pessoa considerada boa. É mais fácil aceitar que o mundo é realmente injusto e que coisas ruins podem acontecer com todos, inclusive com você. Isso faz com que vivamos de forma mais precavida e com menos julgamentos.

Poupança de tempo

Estudos mostraram que nosso cérebro não é muito bom em avaliar velocidade/tempo. Por exemplo, quando uma pessoa está dirigindo em velocidade de 40 km/h, mas percebe que está atrasada, é normal que ela praticamente dobre tal velocidade para conseguir chegar mais cedo. No entanto, não sabemos fazer bons cálculos para medir a qual velocidade seria preciso andar para chegar a tempo.

Um estudo convidou várias pessoas a dirigirem a mesma rota por algumas vezes, a 30km/h. Em seguida, os pesquisadores orientaram as pessoas a chegarem ao final da rota 3 minutos antes do que estavam chegando quando dirigindo a 30 km/h. Tal pedido fez com que elas aumentassem a velocidade, obviamente. No entanto, a maior parte delas chegou em média, 6.21 minutos antes… O dobro do que foi pedido.

Nesse meio tempo, muitas coisas ruins poderiam ter acontecido. Sabemos que a alta velocidade é um perigo constante. Dessa forma, da próxima vez que for dirigir de forma mais rápida, lembre-se que seu cérebro está trabalhando contra você.

Gabriel

Analista de sistemas que gasta todo o seu tempo disponível em blogs, por ser o que realmente ama. Estarei sempre trazendo as novidades do mundo e disponibilizando na web para todos os usuários assíduos do Samurai.

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