7 fatos da evolução das espécies que irão te deixar boquiabertos

Em se tratando de evolução das espécies, é claro que não podemos esquecer de Charles Darwin e Alfred Russel Wallace, que são os pais da teoria evolutiva mas aceita até hoje. Eles se baseiam nos seguintes princípios: a elevada capacidade reprodutora dos seres vivos, a variabilidade da descendência e a  atuação da seleção natural.

Mexilhões se defendendo de caranguejos asiáticos

Esse aí da foto acima e o caranguejo da costa asiática, mas que está invadindo a Nova Inglaterra. O caranguejo se alimenta do mexilhão azul nativo, e recentemente, foi observado que os mexilhões, quando detectam os caranguejos asiáticos, desenvolvem escudos mais grossos para impedir que eles virem presas dos caranguejos. Esse comportamento é um pouco complicado para os mexilhões, e por isso é fortemente regulamentado. O curioso é que esse fator evolutivo acontece apenas em mexilhões das regiões onde existem os caranguejos asiáticos. Os mexilhões de outras áreas não detectam os caranguejos como uma ameaça.

Golfinhos que andam

Ninguém pode discordar que os golfinhos são animais incríveis, certo? Eles são animais inteligentes, e por incrível que pareça, há 50 milhões de anos atrás, eles andavam livremente por aí. Isso por que a ciência acredita que a evolução dos cetáceos (mamíferos marinhos , como baleias e golfinhos) começou quando os ancestrais dos hipopótamos começaram a migrar para a água, um processo que levou 15 milhões de anos.

Além de viver na água, esses animais conservavam características dos animais terrestres de hoje, como a presença de dedos em suas barbatanas, amamentar filhotes e ter contato com o ar. A descoberta de vários restos mortais de golfinhos, além da grande semelhança entre as baleias e hipopótamos, tem levado adiante as investigações, fazendo todas essas suspeitas se confirmem. Milhões de anos se passaram, e mais animais foram adaptados a novos ambientes. Será mesmo que há 50 milhões de anos atrás podíamos ver golfinhos andando por aí?

Mariposas e a Revolução Industrial

Mas o que tem a ver as mariposas com a Revolução Industrial? Calma, nós não estamos ficando malucos, ao menos ainda. Originalmente, a maior parte das mariposas da espécie Biston betularia era mais clara, uma boa camuflagem contra predadores. Antes da Revolução Industrial. havia cerca de 2% de mariposas escuras. Depois da Revolução Industrial, 95% das mariposas passaram a ter a coloração escura. A melhor explicação para essa mudança é que as mariposas claras perderam a vantagem da camuflagem, conforme as superfícies claras foram escurecidas pela poluição do ar, fazendo com que elas fossem comidas por pássaros com mais frequência.

Sapo-cururu

Vocês se lembram daquela velha canção infantil do sapo-cururu? Pois bem, esse sapo da Austrália talvez seja uma das espécies invasoras mais famosos do planeta Terra. Alguns o chamam de praga pelo fato dele fazer grandes estragos a agricultura e as espécies nativas.

Os sapos podem ser a melhor espécie quando o assunto é se espalhar muito rápido. Quando esses sapos foram estudados, os pesquisadores descobriram que eles eram maiores, mais resistentes, tinham pernas mais longas (que dá mais velocidade) e eram mais ativos. Com essa adaptação, fica fácil explicar por que o sapo-cururu pode invadir tantos lugares espalhados pelo mundo.

A evolução dos tentilhões

Darwin fez observações sobre a adaptação entre os tentilhões das ilhas Galápagos, e os mesmos estão até hoje ajudando os humanos a entenderem a evolução. Peter e Rosemary Grant fizeram estudos sobre os mesmos tentilhões, e conseguiram analisar uma importante mudança evolutiva causada pela concorrência de outras espécies.

O que aconteceu foi que a espécie Geospiza fortis era bem estabelecida na ilha de Daphne, e já havia sido estudada. O bico dessa espécie era completamente adequado para quebrar grandes nozes. No ano de 1982, uma espécie de pássaro maior, chamada Geospiza magnirostris, de uma ilha vizinha, começou a migrar para a ilha de Daphne. Esses tentilhões maiores podiam afastar os tentilhões médios de sua terra natal e comer todas as nozes de grande porte. Durante o estudo, os tentilhões médios da ilha desenvolveram bicos menores e mais adequados para nozes menores, tudo por uma questão de sobrevivência.

Andorinhas com asas mais curtas por causa dos carros

Nos Estados Unidos, um fenômeno interessante tem acontecido com as andorinhas da região. De acordo com cientistas da Universidade de Tulsa, em Oklahoma, essas aves estão evoluindo para espécies com asas mais curtas para que possam evitar os carros.

Por viverem em regiões perto das estradas, os cientistas estudaram o número de mortes de aves causadas por veículos e perceberam um aumento na população com asas mais curtas e uma redução no número de mortes.

Peixes que se adaptam a água poluída

E quem tal um peixe que evolui para poder viver em um rio poluído? Por 30 anos, mais de meia tonelada de bifenilpoliclorados (misturas de até 209 compostos clorados) foram jogados no Rio Hudson, em Nova York, contaminando e exterminando populações de peixes. 50 anos depois, pesquisadores da Universidade de Nova York e do Isstituto Oceanográfico Woods Hole, conseguiram detectar uma mudança evolutiva que levou o Microgadus tomcod a ser resistente ao bifenilpoliclorados.

Essa foi a primeira demonstração de um mecanismo de resistência em qualquer população vertebrada, pois além de conseguir sobreviver, a espécie também conseguiu se desenvolver nas águas poluídas. A descoberta é “um exemplo de como as atividades humanas podem provocar a evolução ao introduzir fatores de estresse no meio ambiente”, segundo a bióloga Diana Franks, que colaborou na pesquisa.

Gabriel

Analista de sistemas que gasta todo o seu tempo disponível em blogs, por ser o que realmente ama. Estarei sempre trazendo as novidades do mundo e disponibilizando na web para todos os usuários assíduos do Samurai.

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