Teoricamente, você pode transferir dados por ondas gravitacionais

Em um estudo publicado recentemente na revista científica Classical and Quantum Gravity, conduzido por Olga Babourova, professora da Universidade de Moscou, se aborda que ondas gravitacionais poderiam ser usadas para transmitir informações, assim como já acontece com ondas eletromagnéticas através das antenas e satélites.

Originalmente prevista pela teoria da relatividade de Einstein, as ondas gravitacionais são ondulações no tempo-espaço que são formadas por grandes eventos astronômicos, como a fusão de um par binário de buracos negros. Em fevereiro de 2016, os cientistas do Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferometria Laser (Ligo, na sigla em inglês) anunciaram a primeira detecção de ondas gravitacionais e marcaram a história.

O estudo

O estudo foi realizado em três etapas para que os cientistas pudessem determinar se as ondas gravitacionais poderiam ser codificadas e usadas para transmitir informações. Na primeira etapa, foram analisadas as propriedades dessas ondas em um espaço métrico genérico, uma construção algébrica tridimensional que independe de vetores ou pontos de origem.

E isso é similar a como as propriedades das ondas eletromagnéticas são avaliadas usando a variedade quadridimensional que também é conhecida como tempo-espaço de Minowski. Isso possibilitou que a equipe saísse do campo matemático sobre as ondas gravitacionais e partissem para sua descrição no espaço real.

Já na segunda etapa, os cientistas buscaram compreender se as variadas funções do tempo mudariam ao longo do processo de distribuição da onda. Assim, eles descobriram que as características de uma onda podem ser ajustadas na fonte e então codificadas em uma outra fonte. E na última etapa, eles então fizeram testes para ver se a estrutura não métrica das ondas poderiam ser usadas para codificar um sinal de informação.

O resultado

O resultado foi que das quatro dimensões de uma onda gravitacional, sendo três delas dimensões espaciais e uma a dimensão tempo, três poderiam codificar um sinal de informação usando apensa uma função enquanto a quarta usaria duas funções.

“Descobrimos que as ondas não métricas são capazes de transmitir dados de forma similar às ondas de curvatura descobertas recentemente, porque sua descrição contém funções arbitrárias de tempo retardado que podem ser codificadas na fonte de tais ondas (em uma analogia perfeita com ondas eletromagnéticas)”, resumiu Nina V. Markova, professora assistente no Instituto Matemático Nikolsky e coautora do estudo, em um comunicado de imprensa.

Em geral, a equipe pode demonstrar, baseado na representação matemática, que existem funções nas ondas gravitacionais que continuam invariáveis no processo de distribuição das ondas. Isso significa que assim como usamos as ondas eletromagnéticas para transferir informações codificadas através de sinais de rádio, por exemplo, o mesmo será possível através das ondas gravitacionais.

5 teorias complexas explicada de uma forma mais simples

Antes de podermos comprar algo factualmente tudo se dá origens em especulações e teorias. Na verdade, basicamente é disso que é feito a ciência. A arte mágica de experimentar, deduzir, e claro, testar. Ao longo de nossa história, muitas teorias sobre diversas coisas foram surgindo, algumas se provaram efetivas e reais, enquanto outras foram descartadas e os cientistas tiveram que voltar para suas pranchetas.

Tais teorias, por exemplo, são desenvolvidas para que possamos compreender fenômenos entre outras coisas que acontecem no universo em que vivemos no geral. No entanto, muitas delas são muito complicadas  e muitas vezes quase incompreensíveis para a grande maioria de nós. Pensando nisso, hoje listamos algumas delas e foram explicadas de maneira mais simplificadas e que vão te impressionar. Confira!

Emaranhamento quântico

Dois elétrons que são criados juntos estarão para sempre “emaranhados”, independente da distância entre eles. Uma mudança no giro quântico de um deles também causará a mesma mudança no outro. Em teoria, não há limite de distância de separação desse elétrons, e não importa quão longe eles estejam, ainda assim, as ações tomadas em um afetariam o outro instantaneamente.

Evolução

Segundo cientistas, há cerca de 140 mil anos, no Quênia, vivia uma mulher chamada Eva mitocondrial. Ela é chamada dessa forma porque toda pessoa que já passou pela Terra tem o DNA mitocondrial igual ao dela. No entanto, há apenas 3 mil anos vivia nosso ancestral comum mais recente, que através do crescimento exponencial da árvore genealógica, é também nosso ancestral.

Essencialmente, toda vida na Terra pode ser considerada uma reação química que ainda está se desenvolvendo e que deriva de um organismo unicelular que há cerca de 4 bilhões de anos decidiu dar origem a todas as criaturas que já conhecemos.

Interpretação de Copenhague

A interpretação de Copenhague foi proposta por Neils Bohr, em 1920. Segundo a teoria, uma partícula quântica não existe em um estado ou outro, mas em todos possíveis ao mesmo tempo. Quando a observamos, ela é então forçada a escolher uma probabilidade e se apresentar de tal forma. Então, se tudo é apenas uma onda de probabilidade, isso significa que qualquer coisa possível pode acontecer a qualquer momento.

4 – Teoria dos Muitos Mundos

Na Teoria dos Muitos Mundos, a ideia sobre a interpretação de Copenhague é descartada, pois, na verdade as partículas não estão mudando porque as estamos observando e sim porque estamos vendo sua ação apenas em um universo, ao invés dos infinitos que, supostamente, existem. Então, ao invés dela escolher um estado observável, de fato, ela existe nesses dois estados, a questão é que não conseguimos observá-las em ambos ao mesmo tempo.

Ou seja, para todas as coisas que você já fez em sua vida, existe uma realidade (universo) paralela onde você provavelmente tomou outras decisões e teve outra atitude frente as mesmas situações.

O universo é gigante

O nosso universo é tao grande, mas tão grande que nosso cérebro não consegue ter uma noção exata de toda sua imensidão. E ele só fica maior. Para se ter uma noção somente na imagem acima feito com o telescópio espacial Hubble, da NASA, existem aproximadamente 10 mil galáxias que contem, em cada uma, de dez milhões a um trilhão de estrelas. E isso é só uma amostra do pouco que pudemos observar do universo até então.

7 tecnologias que você provavelmente não conhece

A tecnologia trouxe muitos avanços e melhorias para nossa vida. O advento dela, possibilitou que hoje você pudesse me ler, estando em praticamente qualquer lugar do mundo. No entanto, as invenções tecnológicas vão muito além do computador ou da internet. As tecnologias têm avançado e propiciado grandes coisas a todo momento. Isso tem acontecido em uma rapidez tão grande que, provavelmente, há inúmeras novidades que você ainda não conhece. Ou nem sequer imagina que são possíveis de existir.

Bateria Atômica

Também conhecido como bateria nuclear, esse dispositivo é utilizado para gerar eletricidade por um longo período de tempo. Equipamentos como espaçonaves, estações científicas em locais remotos e marcapassos precisam desse tipo de bateria para garantir o bom funcionamento.

Exoesqueleto motorizado

Este exoesqueleto vestível não só facilita a locomoção, como também ajuda no levantamento de peso. O primeiro traje do tipo foi desenvolvido em 1960 e desde então foi sendo melhorado e atualizado. Os exoesqueletos atuais incluem braços e pernas. Alguns deles são disponibilizados em hospitais japoneses para pessoas paraplégicas.

Lâmpada alimentada pela gravidade

Isso vai muito além da energia solar. Essa lâmpada funciona com peso de um saco de areias ou de pedra. A tecnologia é recente, a lâmpada foi desenvolvida em 2006, por Clay Moulton e Mike Wofsey. A queda lenta do peso faz com que as marchas acionem o gerador elétrico e acione a lâmpada por 25 minutos. Para que elas acendam novamente, basta erguer o peso e pronto. A iniciativa pode ser uma excelente alternativa para substituir as lâmpadas normais e aquelas de querosene usadas em países pobres.

Concreto translúcido

Este é um tipo de concreto inteligente ajuda a luz a atravessar um lado para o outro. Nesse caso, a luz exterior consegue alcançar o interior do local, por conta do concreto. O material é feito com fibras óticas que permitem que a luz atravesse o concreto e ilumine a região interna. Pouco mais da metade da luz externa é aproveitada do outro lado.

Li-Fi

Não, não se tratar de um erro de digitação, essa é uma tecnologia de transmissão sem fio, que utiliza a luz de LED para transferir dados em alta velocidade. A tecnologia é muito mais veloz que o das ondas de rádio e acredita-se que não tenha limites, ao contrário do wi-fi que já atingiu sua capacidade total. No entanto, ainda é uma tecnologia de pouco alcance e pouco confiável e tem sido estudada mais profundamente.

Micro helicóptero espião

Não, isso não é um drone. Parece, mas não, ele é muito menor que um drone. O equipamento é utilizado para operações secretas e de espionagem. A primeira tecnologia do tipo foi desenvolvida em 2008, na Universidade TU Delft da Holanda. O primeiro equipamento media 10 centímetros e pesava apenas 3 gramas. Desde então o equipamento tem se tornado ainda menor e mais tecnológico. Versões dele já foram utilizadas pelos EUA para procurar bombas e no Japão a tecnologia foi utilizada na Usina Nuclear de Fukushima, para realizar leituras radioativas.

Impressão 4D

A tecnologia de impressão 3D foi um grande avanço na impressão de objetos em três dimensões. No entanto, isso já foi superado pela impressão em 4D que é capaz de mudar de estado ou forma de acordo com temperatura ou com a transferência de energia cinética.

Garoto de 17 anos foi capaz de criar um reator nuclear em seu quintal

A maioria dos adolescentes de 17 anos estão estudando loucamente para entrar na universidade, porém, sem projetos malucos ou obsessões perigosas. Talvez seja isso que torne a história de David Charles Hahn tão surreal. O garoto, desde muito pequeno, era fascinado pela ciência e vivia brincando de fazer experimentos químicos. Mas mesmo com tamanho interesse e empenho, ninguém conseguia imaginar que ele construiria um reator nuclear no seu próprio quintal.

Em 1994, em um galpão ao lado de sua casa, David Hahn, de 17 anos, fez um reator nuclear a partir de objetos básicos como baterias, relógios antigos, lanternas, urânio da Tchecoslováquia (talvez o menos básico) e fita adesiva. A história atraiu a atenção da mídia e David foi nomeado como o “Jovem Garoto Radioativo”. Você conhece a história de David Hahn? Venha conhecer um pouco mais sobre o garoto de 17 anos que criou um reator nuclear no seu quintal.

Jovem Garoto Radioativo

David Charles Hahn era um escoteiro na sua cidade do interior, pequena e com poucos habitantes. O garoto, desde sempre, foi muito fascinado com todos os tópicos das ciências. Sua paixão cresceu ainda mais quando ele adquiriu O Livro de Ouro dos Experimentos de Química, recebido como um presente de seu avô. Com tanto amor pela área e com os incentivos adquiridos, ele resolveu usar o galpão de sua mãe para construir os seus próprios experimentos químicos. Além disso, ele fez o que ninguém achou que ele seria capaz de fazer: construir o seu próprio reator nuclear.

Durante um incêndio que aconteceu no galpão, a casa da família foi incendiada e a mãe de Hahn decidiu que ele deveria mudar seu “laboratório” para o galpão no quintal. Após esse acontecimento, David ganhou um Distintivo de Mérito de Energia Atômica, que lhe deu a ideia de construir seu próprio reator nuclear. Ele entrou em contato com a Comissão Reguladora Nuclear e começou a trocar correspondências com eles, fingindo ser um professor de Física.

Consequências

Logo após a conclusão do projeto, os níveis de radiação na área aumentaram dramaticamente, levando David a desmantelar o reator. Enquanto tentava se livrar do reator nuclear, David foi parado pela polícia e preso. As autoridades limparam o galpão de todos os materiais nucleares. O jovem nunca concordou em fazer nenhum teste para determinar qualquer possível dano causado por seus experimentos, devido ao medo do que poderiam encontrar. Infelizmente, Hahn faleceu em 2016 com apenas 39 anos, devido à intoxicação por álcool.

Estudo aponta que alienígenas existem em um universo paralelo

Um novo estudo que foi feito por pesquisadores da Inglaterra, Austrália e Holanda, concluiu que existem uma grande chance de que exista vida alienígena em um universo paralelo ao nosso. Para quem não sabe, essa ideia de que existem muitos outros universos além do nosso se chama teoria do multiverso.

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